Pesquisa revela avanço em técnica de explante mamário que preserva o tecido e melhora o resultado estético

Uma pesquisa recente realizada com 64 pacientes, publicada no Aesthetic Surgery Journal, da Universidade Oxford, traz novidades promissoras para mulheres que decidem pela retirada dos implantes mamários, procedimento conhecido como explante. A nova técnica, focada na preservação do tecido mamário, elevação e fixação da sobreposição de camadas, demonstra não apenas um resultado estético superior, mas também uma recuperação pós-operatória mais tranquila e segura.

“Esta pesquisa representa um passo importante para tornar o explante mamário uma opção mais segura e esteticamente satisfatória. Com a adoção da técnica de forma mais ampla, as mulheres agora têm mais opções para tomar decisões sobre sua saúde física e bem-estar”, afirma Ícaro Samuel, cirurgião plástico Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Associação Brasileira de Cirurgiões Plásticos (BAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica.

Realizada por um grupo de cirurgiões plásticos e pesquisadores da área, a pesquisa avaliou o desempenho e os resultados da nova técnica em um grupo de mulheres que passou pelo processo de explante. O estudo comparou a recuperação e o resultado estético com casos anteriores, onde a técnica convencional foi aplicada.

“Tradicionalmente, o explante mamário poderia resultar em um aspecto flácido ou irregular da mama, especialmente com próteses grandes ou que estavam no corpo há um longo período. Outras ferramentas que temos utilizado, como a lipoenxertia intramuscular e entre as fibras musculares do peitoral maior, também têm apresentado bons resultados”, explica Samuel.

De acordo com o especialista, preservar o tecido natural da mama reduz a necessidade de cirurgias adicionais para correção e com menos tecido removido, a cirurgia se torna menos invasiva e o período de recuperação, mais curto e menos doloroso. “Sobre as complicações, foram observadas taxas muito baixas, como celulite, hematoma tardio, necrose de gordura e embolia pulmonar, ou seja, a técnica é segura e eficaz para moldar a mama após a remoção do implante”, afirma o médico que é referência em cirurgia plástica no Brasil e no exterior.

As pacientes envolvidas na pesquisa reportaram maior satisfação com o resultado da cirurgia, o que impacta de forma positiva na qualidade de vida e bem-estar emocional. “O sucesso da técnica pode mudar o paradigma do explante mamário, tornando-o uma opção mais atraente para mulheres que enfrentam problemas com seus implantes, sejam físicos ou psicológicos, mas hesitam em fazer devido aos possíveis resultados estéticos insatisfatórios. O único alerta fica por conta do colo marcado: quem quer o mesmo colo marcado de uma prótese, precisa ter consciência de que isso não vai acontecer”, finaliza o cirurgião.

Imagem: Assessoria de imprensa/Freepik

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